segunda-feira, 4 de junho de 2018




Fauvismo

Durante o Salão de Outono em Paris, no ano de 1905, alguns jovens pintores foram chamados pelo crítico de artes Louis Vauxcelles de fuaves (feras), por causa da intensidade com que  usavam as cores puras, sem misturá-las e sem matizes.
O Fauvismo caracterizou-se pelo uso de cores puras e pela simplificação das formas. Com isso, as figuras fauvistas são apenas sugeridas e não representadas realisticamente e a cor não era empregada para imitar a realidade, mas de forma arbitrária, sem suavizá-las e sem gradação de tons. Os fauvistas tiveram suas obras rejeitadas, mas deram início ao gosto pelas cores puras, que hoje vemos em tantos objetos do cotidiano e em peças do nosso vestuário. Para artistas como Henri Matisse (1869- 1954), o fauvista mais expressivo, os objetos representados são menos importantes do que a forma de representá-los.

Cubismo

O Cubismo teve sua origem na obra de Paul Cézanne, que era um artista do Pós-impressionismo. Para ele a pintura deveria tratar das formas geométricas encontradas na natureza, como cones, esferas e cilindros. Os cubistas foram mais longe: representaram os objetos como se estivessem abertos, com todos os seus lados no plano frontal em relação ao observador. Essa decomposição dos objetos significou o abandono da intenção de representá-los em perspectiva e em três dimensões _ altura, largura e profundidade.
Com o tempo o Cubismo evoluiu de modos diferentes, até chegar a um ponto em que se tornou impossível reconhecer qualquer figura retratada. As principais tendências do Cubismo foram o Cubismo Analítico e o Cubismo Sintético.
No Cubismo analítico os artistas  usavam poucas cores, apenas o preto, o cinza e alguns tons de marrom e ocre ( variedade de argila avermelhada ou e amarelada). O mais importante para eles era definir um tema e apresentá-lo de todos os lados simultaneamente. Levado às últimas consequências, o Cubismo Analítico fragmentou tanto as figuras que ficou impossível reconhecer os seres e objetos representados.
Reagindo à excessiva fragmentação e à destruição das estruturas dos seres e objetos representados, surgiu o cubismo Sintético. Apesar de certa recuperação da imagem real, isso não significou um retorno ao realismo. Foi mantida a apresentação simultânea das várias dimensões dos objetos. O Cubismo Sintético também foi chamado de colagem porque introduziu nas pinturas letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros, com a intenção de criar novos efeitos plásticos e ultrapassar os limites das sensações visuais, despertando também sensações táteis.


segunda-feira, 21 de maio de 2018



Pós-Impressionismo

Alguns artistas consideravam o Impressionismo um estilo superficial que
 retratava apenas cenas passageiras e não dava muita importância aos sentimentos e acontecimentos políticos e sociais. Outros sentiam-se insatisfeitos e limitados com a técnica impressionista. Por isso, muitas tendências surgiram na pintura do final do século XIX e início do século XX, a essas tendências foi dado o nome de Pós-Impressionismo.
Uns dos principais mestres desse período foi Paul Cézanne (1839- 1906). Para ele, seus quadros eram “construções da natureza” e não a cópia dela. Ele estudava as formas geométricas e as proporções de cada objeto a ser retratado. Um dos temas preferidos de Cézanne era a natureza-morta, pintura de flores, frutas, objetos, animais mortos.
Georges Seurat (1859-1891)  também figura entre os mestres do Pós-Impressionismo. Como Monet, Seurat abandonou a paleta e passou a utilizar cores puras aplicadas diretamente na tela. Ao agrupar as pinceladas em forma de pontos, Seurat criou uma nova técnica que recebeu o nome de Pontilismo.
Outro importante Pós-Impressionista foi Henri Toulouse-Lautrec que buscava inspiração nas figuras humanas da vida noturna francesa do final do século XIX.
Paul Gauguin(1848-1903), também mestre do Pós-Impressionismo, ficou incomodado com a sociedade europeia de sua época, que se preocupava apenas com o materialismo. Gauguin deixa a Europa para buscar inspiração na Martinica e no Haiti, acreditando estar próximo à natureza e assim poder encontrar a liberdade.
Outro grande mestre Pós-Impressionista, para muito o primeiro mestre do Expressionismo moderno, foi Vicent Van Gogh (1853-1890). Ele tinha personalidade intrigante. Oscilava entre a alegria e a tristeza, a esperança e o desespero, o amor e o ódio. Vivia uma dualidade emocional. Utilizando cores fortes para expressar seus sentimentos, criou uma nova forma de fazer arte. Segundo ele, “pinto o que sinto e não apenas o que vejo”.

Expressionismo

O termo expressionismo pode ser aplicado em qualquer momento da história da arte para designar a obra que abandona as ideias tradicionais e expressa a emoção do artista através de deformações e exageros de forma e cor. O artista expressionista não retrata apenas o que vê, mas, também, o que sente em relação ao fato que está presenciando, podendo para isso até deformar as figuras.
O expressionismo moderno, que predominou de 1905 a 1930 tinha como objetivo expressar as emoções e angustias do homem do início do século XX. Um dos artistas que conseguiram expressar esses sentimentos foi o norueguês Edward Munch ( 1863-1944).
O expressionismo se faz presente quando um artista coloca em sua obra as reações emocionais da sua visão de mundo.


Estilo Rococó

No final do século XVII e início do século XVIII, a França se tornou a nação mais poderosa da Europa em termos militares e culturais. Paris, então, transformou-se na capital das artes plásticas, posição antes ocupada por Roma. Nesse período, teve início , na França, o Rococó, estilo artístico que foi ao mesmo tempo um desenvolvimento e uma reação ao estilo Barroco.
O Estilo Rococó se caracterizou pelo uso de formas curvas e pelo excesso de ornamentos, tais como conchas, flores e laços.  O termo rococó deriva do francês rocaille, que significa “incrustações”.
O  Rococó estabeleceu-se como estilo dominante e permaneceu na França até 1780, período governado por Luís XVI, neto e sucessor de Luís XV. Por esse motivo o Rococó também é conhecido como estilo Luís XV e Luís XVI.
Em contraste com o Barroco, o Rococó apresenta cores leves, suaves e vivas; o branco e os tons claros de rosa, azul e verde substituíram as cores sombrias e o excesso de dourado, presentes no Barroco. As decorações se transferiram da igrejas e palácios para as salas privadas.
No estilo Rococó desenvolveu uma arte requintada, aristocrática e convencional. Preocupando-se em retratar apenas sentimentos agradáveis, a intimidade, a alegria das expressões e as futilidades da nobreza francesa. Sempre procurando dominar a técnica perfeita.
Quanto à arquitetura, o estilo Rococó manifestou-se principalmente nos interiores das construções. Paredes e tetos de salões eram ornamentados com pinturas suaves e elementos decorativos, como flores e laços feitos com estuque. As fachadas das construções eram simples, as texturas suaves e as janelas , numerosas substituíram os grandes relevos e as cores intensas, antes usadas pelo estilo Barroco.
O primeiro grande pintor do Rococó foi Jean-Antoine Watteau (1684-1721). Ele retratou em seus quadros  as festas ao ar livre, muito comuns entre a nobreza de sua época.
Mais tarde, outra característica predominante na pintura Rococó foi a sensualidade. Jean-Honoré Frangonard (1732-1806) conseguiu refletir essa característica de forma sutil em um de seus quadros mais famosos: O balanço. Nessa obra, Frangonard demonstra uma das principais características de seu estilo, que era a união das figuras humanas com a exuberância e o volume da vegetação.







Estilo Barroco no Brasil

Arte Barroca, representação de movimento, ornamentação, representação das emoções humanas e, quase sempre temas religiosos.
Na escultura barroca a ilusão de movimento era obtida por meio das curvas, dobras das roupas e poses dramáticas.
Na arquitetura barroca, os edifícios passaram a ser construídos com curvas e colunas ornamentadas. A decoração interior das igrejas era extravagante, repleta de ouro e prata.
Os primeiros jesuítas
A igreja encorajou o estilo barroco numa época em que estava perdendo fieis. Os padres encomendavam pinturas para os tetos e os altares com cenas de anjos voando no céu. A imagem de um Cristo tranquilo foi substituída por a de um Cristo sofredor, com feridas abertas.
Os jesuítas no Brasil seguiram o modelo italiano para construir suas igrejas.  Uma exceção é a igreja de nossa senhora da conceição, em Santana de Paraíba, no interior de São Paulo, onde frutas tropicais são incluídas na decoração do altar.
Frei Agostinho da Piedade.  Portugal, 1580- Salvador, BA, 1661. E Frei Agostinho de Jesus. Rio de Janeiro, RJ, 1600-1661. Esses jesuítas foram uns dos principais artistas a introduzirem a arte barroca no Brasil. (pesquisar imagens)
Somente mais tarde, no decorrer do século XVII, apareceram as estátuas de madeira encarnada, consideradas mais refinadas. As estátuas feitas em madeira eram, depois de esculpidas, pintadas com tinta a óleo, o que as deixava com aspecto brilhoso. Esse tipo de pintura imitava a cor da pele, daí o nome madeira encarnada. Outros artistas dedicavam-se à pintura das vestes das imagens, usando uma técnica chamada têmpera. Nessa técnica era obtida uma tinta opaca.
O material usado dependia de cada região.  Na Bahia, por exemplo, o material  usado para escultura era, geralmente a madeira. Em Minas Gerais, os artistas usaram a madeira e a pedra-sabão. Dessa forma, em cada região do Brasil a arte barroca assumiu uma característica própria.
Igrejas da Bahia
Depois da expulsão dos holandeses do nordeste brasileiro, que ali ficaram de 1630 a 1654, as primeiras igrejas destruídas na invasão holandesa foram restauradas, muitas que não haviam sido terminadas foram construídas no estilo barroco, em vez de seguirem o estilo original. As vezes materiais de construção eram importados e até igrejas inteiras eram trazidas da Europa e montadas no Brasil. A influência portuguesa, com seu estilo barroco pesado, era muito forte no norte e nordeste do Brasil. A igreja de São Francisco de Assis, em Salvador, Bahia, é um exemplo típico da concepção portuguesa de “igreja de ouro”. Nessa concepção, o interior da igreja é totalmente recoberto de entalhes dourados. Sempre com o objetivo de simular movimento e representar as emoções humanas.
Igrejas do Rio de Janeiro
Depois da decadência da produção de cana-de-açúcar, no nordeste, a capital do Brasil passou de Salvador-BA  para o Rio de Janeiro. O Rio de Janeiro era pouco maior que um vilarejo, mas ganhou grande importância quando foi construída a estrada Caminho Novo, ligando Minas gerais à cidade portuária. Entre 1700 e 1750, lindas igrejas barrocas com tetos pintados em perspectiva começaram a ser construídas no Rio. Com o passar do tempo a cidade tornou-se o centro cultural do Brasil.
Igrejas de Minas Gerais
Minas Gerais, o estado no qual, pela primeira vez, surgiu uma arte genuinamente brasileira, apesar de ser a região onde mais se encontrou ouro, no interior de suas igrejas há pouco ouro. Geralmente, o interior das igrejas mineiras é simples com decoração em pedra-sabão, rocha típica da região.
Minas Gerais orgulha-se em ter como filhos o brilhante arquiteto e escultor barroco, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manuel da Costa Ataíde, o melhor pintor do barroco brasileiro.  Contemporâneos e vivendo próximos, muitas vezes, combinaram seus talentos numa mesma igreja. O melhor exemplo dessa combinação de talentos brasileiros está na igreja de São Francisco de Assis, Em Ouro Preto-MG.  Essa igreja é uma obra-prima da dupla (pesquisar imagens do interior e do exterior).
O Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo - MG, último trabalho da arte barroca no Brasil, é considerado a obra-prima de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Sua arquitetura baseou-se numa igreja portuguesa, mas o toque especial de Aleijadinho tornou-a única.
Doze profetas do velho testamento, em tamanho natural, esculpidos em pedra-sabão decoram o adro.
Seis capelas que conduzem à igreja contêm cenas dos últimos dias de Jesus. Sessenta e seis figuras entalhadas em madeira, também em tamanho natural, retratam dramaticamente a história de Cristo.

Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Vila Rica, atual Ouro Preto, MG, 1738-1814.
Filho de um arquiteto português e de uma escrava, recebeu do pai as primeiras lições de arquitetura. Até os 50 anos era um homem saudável e um dos artistas mais respeitados do seu tempo. Atacado por uma terrível doença, ficou aleijado e deformado. Por isso, o apelidaram de Aleijadinho. Suas mãos ficaram tão deformadas que o cinzel tinha que ser atado ao que restava de sua mão. Assim, ele trabalhou  em uma de suas obras mais famosas, o Santuário de Bom Jesus de Matosinhos.
O escultor aleijadinho reproduzia seres e objetos nunca vistos. Assim, tinha de confiar em sua imaginação para esculpir elementos baseados em gravuras europeias do século XV. Isso se vê nos leões e também nas roupas medievais.
Manuel da Costa Ataíde, Mariana, MG, 1762-1837.
Ataíde foi um dos primeiros artistas barrocos genuinamente brasileiro. Pintou anjos e madonas mulatos. Decorou obras arquitetônicas em cores tropicais, preferindo amarelo, azul-claro e vermelho-claro.
Seus grandes trabalhos incluem os tetos em que o efeito artístico causa a impressão de movimento, como na igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, MG. Uma madona mulata, muito parecida com a namorada de Ataíde, parece estar subindo aos céus, acompanhada por dúzias de anjos mulatos. Acredita-se que o anjo aos pés de Maria seja uma alusão a Aleijadinho. Ele está colocando o caibro de aleijado aos pés da Santa. Como Ataíde também era músico, pintava os anjos musicais com muitos detalhes.







Neoclassicismo

No fim do século XVIII e no início do século XIX, predominou na arte europeia o Neoclassicismo, também chamado de Academicismo. Neoclassicismo significa novo classicismo. Mais uma vez os principais artistas da Europa se inspiram na arte clássica, ou seja, na arte que havia sido produzida na antiguidade greco-romana. Por isso, eles se submetiam às regras das academias que seguiam as concepções clássicas.
Para os neoclássicos, uma obra de arte só seria bela se imitasse os artistas clássicos gregos e os renascentistas italianos. Essa regra era seguida por eles na arquitetura, na pintura e na escultura.
O Neoclassicismo expressou valores de uma nova e fortalecida burguesia, que assumiu a direção da Europa após a Revolução Francesa e principalmente com o império de Napoleão.

Romantismo

O século XIX foi agitado pelas mudanças que se iniciaram no século XVIII causadas pela Revolução Industrial e pela Revolução Francesa. A arte seguiu essas mudanças, por isso, quando estudamos a arte do século XIX, entramos em contato com movimentos artísticos muitos diferentes. Um deles é o Romantismo.
O Romantismo situa-se, historicamente, entre 1820 e 1850 e foi a primeira reação contra o Neoclassicismo. Os românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista. Os românticos valorizavam a subjetividade, os sentimentos e a imaginação como princípios da criação artística. Na estética romântica era composta por valores como amor ao presente, o nacionalismo e a natureza.
Na pintura, ao negar o Neoclassicismo, os românticos aproximavam-se da estética barroca. Assim pintores como Goya, Delacroix, Turner e Constable recuperaram o dinamismo e a dramaticidade que os neoclássicos haviam negado.

Realismo

O Realismo surge entre 1850 e 1900. Esse estilo desenvolveu-se ao lado da crescente industrialização da sociedade. Mais uma vez os artistas abandonaram a subjetividade e as emoções e passaram a fazer suas obras a partir de uma visão científica da realidade.
A arquitetura, graças a industrialização, não estava mais preocupada com templos e palácios, mas com fábricas, estações ferroviárias, armazéns, lojas, bibliotecas, escolas, hospitais e moradias, tanto  para os operários quanto para a nova burguesia.
Na escultura, os realistas não se preocupavam com a idealização da realidade e seus temas eram contemporâneos assumindo, muitas vezes, intenções políticas. Dentre os escultores realistas o que mais se destaca é Auguste Rodin.
A pintura do estilo realista do século XIX caracteriza-se pelo princípio de que o artista deve representar a realidade com a mesma objetividade com que um cientista estuda um fenômeno da natureza. Ao artista não cabe “melhorar” a natureza, pois a beleza esta na realidade tal como ela é. A função do artista, para os realistas, é revelar os aspectos mais característicos e expressivos da natureza. Por tudo isso, a pintura realista, assim como a escultura, teve como consequência sua politização. Surge, então, a chamada “pintura social”, denunciando as injustiças e as imensas desigualdades entre a classe operária e a burguesia. Dentre os principais representantes da pintura realista podemos citar Courbet e Manet.    





A arte Gótica

No início do século XII ainda predominava o estilo românico, mas já começava a surgir a arte e a arquitetura gótica. Gótico faz referência aos godos, nome dos bárbaros que invadiram o Império Romano no século V.
Arquitetura
A arquitetura gótica tem como característica mais importante as abóbadas de nervuras, que deixam visíveis os arcos que formam sua estrutura. As abóbodas de nervuras da arquitetura gótica são em forma de ogiva. Com isso, os arcos góticos puderam se alongar mais que os da arquitetura românica, permitido que as construções góticas ficassem mais altas. Na arquitetura gótica, as largas paredes com janelas estreitas da pesada arquitetura românica deram lugar a paredes muito mais altas e com belos e grandes vitrais, o que transmite a impressão de leveza e verticalidade, além de permitir maior iluminação natural.
Manuscritos ilustrados
No período gótico, os artistas trabalhavam com objetos preciosos feitos de marfim, ouro, prata e decorados com esmalte. Além disso, eram feitos lindos manuscritos em velino. Esses manuscritos eram decorados com as iluminuras.
Pintura gótica
Na pintura, os artistas góticos começaram a dar características aos seus trabalhos que anunciavam o Renascimento. Uma dessas características foi o realismo das figuras. O pintor mais importante do final do século XIII e início do século XIV foi o florentino Giotto (1266- 1337). A maior parte de suas obras é formada por afrescos que decoravam igrejas. Nos trabalhos de Giotto podemos perceber o Humanismo, filosofia que iria predominar na arte da Renascença. Outro pintor gótico que deve ser lembrado é o flamengo Jan Van Eyck (1390-1441). Ele também anunciava o período renascentista em sua arte, usando a técnica da perspectiva em quadros e retábulos.

O Renascimento
Renascimento surgiu na Itália e foi um movimento cultural desenvolvido na Europa entre 1300 e 1650 em que houve o ápice do reviver dos ideais clássicos, ou seja, os renascentistas estudaram profundamente a arquitetura, a arte, os autores e os filósofos  Greco-romanos da antiguidade.
A arquitetura renascentista
No período românico as edificações eram fechadas e pesadas. A arquitetura gótica buscou a verticalidade e a iluminação natural dos interiores com enormes janelas e vitrais. Já os arquitetos renascentistas buscaram criar edifícios em que seus diversos espaços fossem proporcionais entre si, buscando a simetria e a harmonia. Felippo Brunelleschi, exemplo De artista completo, (1377-1446)  foi um dos primeiros arquitetos a expressar esses ideais.
A pintura renascentistas
Na pintura, além do equilíbrio e da harmonia, os estudos da técnica da perspectiva segundo os princípios da matemática e da geometria traduziram a visão científica do mundo que predominou a Europa no fim da Idade Média e no Renascimento. A combinação da técnica da perspectiva e do claro-escuro permitiu criar pinturas que simulam as três dimensões do espaço (altura, largura e profundidade) e o volume dos corpos. Com isso, as pinturas renascentistas ficaram mais realistas.
A escultura da Renascença
Os escultores renascentistas imprimem em suas obras a grandeza e a força do ser humano perante os desafios da existência, sempre com equilíbrio e harmonia.
Os renascentista têm como principais aspectos formais da sua arte o equilíbrio, a harmonia, a proporção e o realismo. As personagens, quase sempre, não apresentam emoções fortes, mas demonstram serenidade e imponência. Em se tratando dos aspectos filosóficos e ideológicos, os renascentistas seguiam o Humanismo. Isso fica evidente na valorização do ser humano e da natureza em oposição ao divino e sobrenatural. Os maiores valores da época eram a racionalidade _ traduzida no rigor científico, na experimentação e na observação da natureza  _ e a dignidade humana.










A arte barroca na Europa

A arte barroca iniciou-se na Itália e desenvolveu-se no século XVII, período de grandes mudanças na Europa da Idade Moderna. Fatos como a Reforma Protestante, iniciado no século XVI, na Alemanha, são muito importantes para entendermos o período barroco. Para combater a Reforma Protestante a Igreja Católica organizou a Contra-Reforma. Uma das estratégias da Contra-Reforma foi a construção de novas e grandes igrejas, inclusive nas Américas, para conquistar novos fieis para o catolicismo e reconquistar os que haviam debandado por conta das novas ideias cristã. Com isso, a arte voltou a ser vista como um meio de doutrinar e convencer as pessoas. Dentre as obras que melhor expressão o início da arte barroca está O juízo Final, na Capela Sistina, pintado por Michelangelo, entre os anos de 1536 e 1541. A intensidade expressiva e o vigor das figuras dessa obra fazem de Michelangelo o precursor do Barroco.
Em cada região em que se desenvolveu, a arte barroca apresentou características distintas, mas sempre mantendo alguns aspectos em comum.

As principais características da pintura barroca são:
- a disposição dos elementos, quase sempre, em diagonal;
- representação de movimento;
- as cenas representadas envolvem-se em um acentuado contraste entre tons claros e escuros, intensificando a expressão de sentimentos;
- realismo das figuras e cenários;
- os temas, além dos tradicionais mitológicos, religiosos e retratos de nobres, abordam cenas comuns e simples do povo.

As principais características da escultura barroca são:
- exaltação do sentimento;
- dramaticidade;
- representação do movimento;
- efeitos decorativos;
- predomínio das linhas curvas;
- uso do dourado;
- representação dos drapejados das vestes.

Diferentemente da arte renascentista, a arte barroca procura demonstrar as emoções e fraquezas humanas. Na arte barroca o ser humano é mostrado de forma mais realista e o Humanismo renascentista, quase sempre, é substituído pela dependência do ser humano ao sobrenatural e ao divino. Na arquitetura, são abandonadas a simplicidade e a racionalidade para dar lugar a efeitos decorativos, com ouro e prata, cheios de reentrâncias, saliências e ondulações. Além disso, na arquitetura barroca as cercanias (arredores) da obra arquitetônica passam a ter importância para a beleza da construção, por isso surgiram obras paisagísticas com grandes jardins.






segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Hiperrealismo

Vejam algumas imagens de obras  hiperrealistas do artista australiano Ron Mueck.
Os materiais usados são fibra de vidro e silicone.
As proporções das esculturas são impressionantes, assim como o realismo, porém o mais emocionante é a capacidade do artista de captar as expressões do rosto humano.







Para que serve a arte?

No século XX, a arte se desvinculou dos interesses não artísticos. A arte, hoje, é propiciadora de experiências estéticas por seus valores próprios. Ou seja, a arte independe de conhecimentos fora de si mesma. 
Devemos lembrar que cada sociedade estabelece uma relação específica com a arte. Em cada época e cada território do mundo a arte exerce funções diferentes.
Em se tratando do Ocidente, a arte apresenta três funções principais. 

Função utilitária: ocorre quando a arte serve para alcançar um fim não artístico. Na Idade Média, por exemplo, a arte era usada para ensinar os preceitos da Igreja Católica e para contar histórias bíblicas, pois a maior parte do povo era analfabeta. Naquele contexto, desenhos, pinturas e esculturas serviam para doutrinação das pessoas.

Função naturalista: nessa função, a obra de arte reflete a natureza realisticamente, ou seja, retrata objetos seres e paisagens. No século V a.c., essa função já era exercida na Grécia. Essa tendência caracterizou a arte ocidental até o surgimento da fotografia, no século XIX. A partir de então, a função da arte foi repensada e houve uma ruptura do naturalismo.

Função formalista: preocupa-se com a forma de apresentação da arte, valorizando a experiência estética. Ou seja, é a análise da obra de arte pela sua forma, seu conteúdo, sua temática, seu contexto histórico, sua técnica, enfim, todos os elementos para a compreensão da obra em si.

Hoje, sabe-se que a arte é fundamental para o pleno desenvolvimento humano. A imaginação é  aprimorada tanto pelo fazer artístico, quanto pela  fruição artística.
Sabemos que todo o conhecimento, todas as criações e descobertas feitas pelo ser humano são concebidas, primeiramente,  na imaginação. É na imaginação que surgem as ideias de como fabricar os mais diversos utensílios, as teorias, as suposições, etc. Sem imaginação não há criação. Ao possibilitar o aprimoramento da imaginação, a arte colabora com o que há de mais humano na Terra: o senso criador, a criatividade; além de melhorar a sensibilidade e o senso estético.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Recriar obras de artes.








Recriar uma obra de arte de um artista consagrado requer muita criatividade, pois não se trata de apenas refazê-la, copiando-a, mas exige a capacidade de dar-lhe novos elementos e características, trazendo-a ao contexto atual, sem tirar-lhe a identidade original. Essa ação artística também é chamada de releitura de obra de arte.