segunda-feira, 4 de junho de 2018




Fauvismo

Durante o Salão de Outono em Paris, no ano de 1905, alguns jovens pintores foram chamados pelo crítico de artes Louis Vauxcelles de fuaves (feras), por causa da intensidade com que  usavam as cores puras, sem misturá-las e sem matizes.
O Fauvismo caracterizou-se pelo uso de cores puras e pela simplificação das formas. Com isso, as figuras fauvistas são apenas sugeridas e não representadas realisticamente e a cor não era empregada para imitar a realidade, mas de forma arbitrária, sem suavizá-las e sem gradação de tons. Os fauvistas tiveram suas obras rejeitadas, mas deram início ao gosto pelas cores puras, que hoje vemos em tantos objetos do cotidiano e em peças do nosso vestuário. Para artistas como Henri Matisse (1869- 1954), o fauvista mais expressivo, os objetos representados são menos importantes do que a forma de representá-los.

Cubismo

O Cubismo teve sua origem na obra de Paul Cézanne, que era um artista do Pós-impressionismo. Para ele a pintura deveria tratar das formas geométricas encontradas na natureza, como cones, esferas e cilindros. Os cubistas foram mais longe: representaram os objetos como se estivessem abertos, com todos os seus lados no plano frontal em relação ao observador. Essa decomposição dos objetos significou o abandono da intenção de representá-los em perspectiva e em três dimensões _ altura, largura e profundidade.
Com o tempo o Cubismo evoluiu de modos diferentes, até chegar a um ponto em que se tornou impossível reconhecer qualquer figura retratada. As principais tendências do Cubismo foram o Cubismo Analítico e o Cubismo Sintético.
No Cubismo analítico os artistas  usavam poucas cores, apenas o preto, o cinza e alguns tons de marrom e ocre ( variedade de argila avermelhada ou e amarelada). O mais importante para eles era definir um tema e apresentá-lo de todos os lados simultaneamente. Levado às últimas consequências, o Cubismo Analítico fragmentou tanto as figuras que ficou impossível reconhecer os seres e objetos representados.
Reagindo à excessiva fragmentação e à destruição das estruturas dos seres e objetos representados, surgiu o cubismo Sintético. Apesar de certa recuperação da imagem real, isso não significou um retorno ao realismo. Foi mantida a apresentação simultânea das várias dimensões dos objetos. O Cubismo Sintético também foi chamado de colagem porque introduziu nas pinturas letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro, metal e até objetos inteiros, com a intenção de criar novos efeitos plásticos e ultrapassar os limites das sensações visuais, despertando também sensações táteis.