Fauvismo
Durante o Salão de Outono em Paris, no ano de
1905, alguns jovens pintores foram chamados pelo crítico de artes Louis
Vauxcelles de fuaves (feras), por
causa da intensidade com que usavam as
cores puras, sem misturá-las e sem matizes.
O Fauvismo caracterizou-se pelo uso de cores
puras e pela simplificação das formas. Com isso, as figuras fauvistas são
apenas sugeridas e não representadas realisticamente e a cor não era empregada para
imitar a realidade, mas de forma arbitrária, sem suavizá-las e sem gradação de
tons. Os fauvistas tiveram suas obras rejeitadas, mas deram início ao gosto
pelas cores puras, que hoje vemos em tantos objetos do cotidiano e em peças do
nosso vestuário. Para artistas como Henri Matisse (1869- 1954), o fauvista mais
expressivo, os objetos representados são menos importantes do que a forma de
representá-los.
Cubismo
O Cubismo teve sua origem na obra de Paul
Cézanne, que era um artista do Pós-impressionismo. Para ele a pintura deveria
tratar das formas geométricas encontradas na natureza, como cones, esferas e cilindros.
Os cubistas foram mais longe: representaram os objetos como se estivessem
abertos, com todos os seus lados no plano frontal em relação ao observador.
Essa decomposição dos objetos significou o abandono da intenção de
representá-los em perspectiva e em três dimensões _ altura, largura e
profundidade.
Com o tempo o Cubismo evoluiu de modos
diferentes, até chegar a um ponto em que se tornou impossível reconhecer
qualquer figura retratada. As principais tendências do Cubismo foram o Cubismo
Analítico e o Cubismo Sintético.
No Cubismo analítico os artistas usavam poucas cores, apenas o preto, o cinza
e alguns tons de marrom e ocre ( variedade de argila avermelhada ou e
amarelada). O mais importante para eles era definir um tema e apresentá-lo de
todos os lados simultaneamente. Levado às últimas consequências, o Cubismo
Analítico fragmentou tanto as figuras que ficou impossível reconhecer os seres
e objetos representados.
Reagindo à excessiva fragmentação e à
destruição das estruturas dos seres e objetos representados, surgiu o cubismo
Sintético. Apesar de certa recuperação da imagem real, isso não significou um
retorno ao realismo. Foi mantida a apresentação simultânea das várias dimensões
dos objetos. O Cubismo Sintético também foi chamado de colagem porque
introduziu nas pinturas letras, palavras, números, pedaços de madeira, vidro,
metal e até objetos inteiros, com a intenção de criar novos efeitos plásticos e
ultrapassar os limites das sensações visuais, despertando também sensações
táteis.