Estilo Barroco no
Brasil
Arte Barroca,
representação de movimento, ornamentação, representação das emoções humanas e,
quase sempre temas religiosos.
Na escultura
barroca a ilusão de movimento era obtida por meio das curvas, dobras das roupas
e poses dramáticas.
Na arquitetura
barroca, os edifícios passaram a ser construídos com curvas e colunas
ornamentadas. A decoração interior das igrejas era extravagante, repleta de
ouro e prata.
Os primeiros
jesuítas
A igreja encorajou
o estilo barroco numa época em que estava perdendo fieis. Os padres
encomendavam pinturas para os tetos e os altares com cenas de anjos voando no
céu. A imagem de um Cristo tranquilo foi substituída por a de um Cristo
sofredor, com feridas abertas.
Os jesuítas no
Brasil seguiram o modelo italiano para construir suas igrejas. Uma exceção é a igreja de nossa senhora da
conceição, em Santana de Paraíba, no interior de São Paulo, onde frutas
tropicais são incluídas na decoração do altar.
Frei Agostinho da
Piedade. Portugal, 1580- Salvador, BA,
1661. E Frei Agostinho de Jesus. Rio de Janeiro, RJ, 1600-1661. Esses jesuítas
foram uns dos principais artistas a introduzirem a arte barroca no Brasil.
(pesquisar imagens)
Somente mais
tarde, no decorrer do século XVII, apareceram as estátuas de madeira encarnada,
consideradas mais refinadas. As estátuas feitas em madeira eram, depois de
esculpidas, pintadas com tinta a óleo, o que as deixava com aspecto brilhoso.
Esse tipo de pintura imitava a cor da pele, daí o nome madeira encarnada.
Outros artistas dedicavam-se à pintura das vestes das imagens, usando uma
técnica chamada têmpera. Nessa técnica era obtida uma tinta opaca.
O material usado
dependia de cada região. Na Bahia, por
exemplo, o material usado para escultura
era, geralmente a madeira. Em Minas Gerais, os artistas usaram a madeira e a
pedra-sabão. Dessa forma, em cada região do Brasil a arte barroca assumiu uma
característica própria.
Igrejas da Bahia
Depois da expulsão
dos holandeses do nordeste brasileiro, que ali ficaram de 1630 a 1654, as
primeiras igrejas destruídas na invasão holandesa foram restauradas, muitas que
não haviam sido terminadas foram construídas no estilo barroco, em vez de
seguirem o estilo original. As vezes materiais de construção eram importados e
até igrejas inteiras eram trazidas da Europa e montadas no Brasil. A influência
portuguesa, com seu estilo barroco pesado, era muito forte no norte e nordeste
do Brasil. A igreja de São Francisco de Assis, em Salvador, Bahia, é um exemplo
típico da concepção portuguesa de “igreja de ouro”. Nessa concepção, o interior
da igreja é totalmente recoberto de entalhes dourados. Sempre com o objetivo de
simular movimento e representar as emoções humanas.
Igrejas do Rio de
Janeiro
Depois da decadência
da produção de cana-de-açúcar, no nordeste, a capital do Brasil passou de
Salvador-BA para o Rio de Janeiro. O Rio
de Janeiro era pouco maior que um vilarejo, mas ganhou grande importância
quando foi construída a estrada Caminho Novo, ligando Minas gerais à cidade
portuária. Entre 1700 e 1750, lindas igrejas barrocas com tetos pintados em perspectiva
começaram a ser construídas no Rio. Com o passar do tempo a cidade tornou-se o
centro cultural do Brasil.
Igrejas de Minas
Gerais
Minas Gerais, o
estado no qual, pela primeira vez, surgiu uma arte genuinamente brasileira,
apesar de ser a região onde mais se encontrou ouro, no interior de suas igrejas
há pouco ouro. Geralmente, o interior das igrejas mineiras é simples com
decoração em pedra-sabão, rocha típica da região.
Minas Gerais
orgulha-se em ter como filhos o brilhante arquiteto e escultor barroco, Antônio
Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manuel da Costa Ataíde, o melhor pintor do
barroco brasileiro. Contemporâneos e
vivendo próximos, muitas vezes, combinaram seus talentos numa mesma igreja. O
melhor exemplo dessa combinação de talentos brasileiros está na igreja de São
Francisco de Assis, Em Ouro Preto-MG.
Essa igreja é uma obra-prima da dupla (pesquisar imagens do interior e
do exterior).
O Santuário de Bom
Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo - MG, último trabalho da arte
barroca no Brasil, é considerado a obra-prima de Antônio Francisco Lisboa, o
Aleijadinho. Sua arquitetura baseou-se numa igreja portuguesa, mas o toque
especial de Aleijadinho tornou-a única.
Doze profetas do
velho testamento, em tamanho natural, esculpidos em pedra-sabão decoram
o adro.
Seis capelas que
conduzem à igreja contêm cenas dos últimos dias de Jesus. Sessenta e seis
figuras entalhadas em madeira, também em tamanho natural, retratam
dramaticamente a história de Cristo.
Antônio Francisco
Lisboa, o Aleijadinho. Vila Rica, atual Ouro Preto, MG, 1738-1814.
Filho de um
arquiteto português e de uma escrava, recebeu do pai as primeiras lições de
arquitetura. Até os 50 anos era um homem saudável e um dos artistas mais
respeitados do seu tempo. Atacado por uma terrível doença, ficou aleijado e
deformado. Por isso, o apelidaram de Aleijadinho.
Suas mãos ficaram tão deformadas que o cinzel tinha que ser atado ao que
restava de sua mão. Assim, ele trabalhou
em uma de suas obras mais famosas, o Santuário de Bom Jesus de
Matosinhos.
O escultor
aleijadinho reproduzia seres e objetos nunca vistos. Assim, tinha de confiar em
sua imaginação para esculpir elementos baseados em gravuras europeias do século
XV. Isso se vê nos leões e também nas roupas medievais.
Manuel da Costa
Ataíde, Mariana, MG, 1762-1837.
Ataíde foi um dos
primeiros artistas barrocos genuinamente brasileiro. Pintou anjos e madonas
mulatos. Decorou obras arquitetônicas em cores tropicais, preferindo amarelo,
azul-claro e vermelho-claro.
Seus grandes
trabalhos incluem os tetos em que o efeito artístico causa a impressão de
movimento, como na igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, MG. Uma
madona mulata, muito parecida com a namorada de Ataíde, parece estar subindo
aos céus, acompanhada por dúzias de anjos mulatos. Acredita-se que o anjo aos
pés de Maria seja uma alusão a Aleijadinho. Ele está colocando o caibro de
aleijado aos pés da Santa. Como Ataíde também era músico, pintava os anjos
musicais com muitos detalhes.
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