Neoclassicismo
No fim do século XVIII e no início do século XIX,
predominou na arte europeia o Neoclassicismo, também chamado de Academicismo.
Neoclassicismo significa novo classicismo. Mais uma vez os principais artistas
da Europa se inspiram na arte clássica, ou seja, na arte que havia sido
produzida na antiguidade greco-romana. Por isso, eles se submetiam às regras
das academias que seguiam as concepções clássicas.
Para os neoclássicos, uma obra de arte só seria
bela se imitasse os artistas clássicos gregos e os renascentistas italianos.
Essa regra era seguida por eles na arquitetura, na pintura e na escultura.
O Neoclassicismo expressou valores de uma nova e
fortalecida burguesia, que assumiu a direção da Europa após a Revolução
Francesa e principalmente com o império de Napoleão.
Romantismo
O século XIX foi agitado pelas mudanças que se
iniciaram no século XVIII causadas pela Revolução Industrial e pela Revolução
Francesa. A arte seguiu essas mudanças, por isso, quando estudamos a arte do
século XIX, entramos em contato com movimentos artísticos muitos diferentes. Um
deles é o Romantismo.
O Romantismo situa-se, historicamente, entre 1820 e
1850 e foi a primeira reação contra o Neoclassicismo. Os românticos procuraram
se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da
personalidade do artista. Os românticos valorizavam a subjetividade, os
sentimentos e a imaginação como princípios da criação artística. Na estética
romântica era composta por valores como amor ao presente, o nacionalismo e a
natureza.
Na pintura, ao negar o Neoclassicismo, os
românticos aproximavam-se da estética
barroca. Assim pintores como Goya, Delacroix, Turner e Constable
recuperaram o dinamismo e a dramaticidade que os neoclássicos haviam negado.
Realismo
O Realismo surge entre 1850 e 1900. Esse estilo
desenvolveu-se ao lado da crescente industrialização da sociedade. Mais uma vez
os artistas abandonaram a subjetividade e as emoções e passaram a fazer suas
obras a partir de uma visão científica da realidade.
A arquitetura, graças a industrialização, não
estava mais preocupada com templos e palácios, mas com fábricas, estações
ferroviárias, armazéns, lojas, bibliotecas, escolas, hospitais e moradias,
tanto para os operários quanto para a
nova burguesia.
Na escultura, os realistas não se preocupavam com a
idealização da realidade e seus temas eram contemporâneos assumindo, muitas
vezes, intenções políticas. Dentre os escultores realistas o que mais se
destaca é Auguste Rodin.
A pintura do estilo realista do século XIX
caracteriza-se pelo princípio de que o artista deve representar a realidade com
a mesma objetividade com que um cientista estuda um fenômeno da natureza. Ao
artista não cabe “melhorar” a natureza, pois a beleza esta na realidade tal
como ela é. A função do artista, para os realistas, é revelar os aspectos mais
característicos e expressivos da natureza. Por tudo isso, a pintura realista,
assim como a escultura, teve como consequência sua politização. Surge, então, a
chamada “pintura social”, denunciando as injustiças e as imensas desigualdades
entre a classe operária e a burguesia. Dentre os principais representantes da
pintura realista podemos citar Courbet e Manet.
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