segunda-feira, 21 de maio de 2018


Neoclassicismo

No fim do século XVIII e no início do século XIX, predominou na arte europeia o Neoclassicismo, também chamado de Academicismo. Neoclassicismo significa novo classicismo. Mais uma vez os principais artistas da Europa se inspiram na arte clássica, ou seja, na arte que havia sido produzida na antiguidade greco-romana. Por isso, eles se submetiam às regras das academias que seguiam as concepções clássicas.
Para os neoclássicos, uma obra de arte só seria bela se imitasse os artistas clássicos gregos e os renascentistas italianos. Essa regra era seguida por eles na arquitetura, na pintura e na escultura.
O Neoclassicismo expressou valores de uma nova e fortalecida burguesia, que assumiu a direção da Europa após a Revolução Francesa e principalmente com o império de Napoleão.

Romantismo

O século XIX foi agitado pelas mudanças que se iniciaram no século XVIII causadas pela Revolução Industrial e pela Revolução Francesa. A arte seguiu essas mudanças, por isso, quando estudamos a arte do século XIX, entramos em contato com movimentos artísticos muitos diferentes. Um deles é o Romantismo.
O Romantismo situa-se, historicamente, entre 1820 e 1850 e foi a primeira reação contra o Neoclassicismo. Os românticos procuraram se libertar das convenções acadêmicas em favor da livre expressão da personalidade do artista. Os românticos valorizavam a subjetividade, os sentimentos e a imaginação como princípios da criação artística. Na estética romântica era composta por valores como amor ao presente, o nacionalismo e a natureza.
Na pintura, ao negar o Neoclassicismo, os românticos aproximavam-se da estética barroca. Assim pintores como Goya, Delacroix, Turner e Constable recuperaram o dinamismo e a dramaticidade que os neoclássicos haviam negado.

Realismo

O Realismo surge entre 1850 e 1900. Esse estilo desenvolveu-se ao lado da crescente industrialização da sociedade. Mais uma vez os artistas abandonaram a subjetividade e as emoções e passaram a fazer suas obras a partir de uma visão científica da realidade.
A arquitetura, graças a industrialização, não estava mais preocupada com templos e palácios, mas com fábricas, estações ferroviárias, armazéns, lojas, bibliotecas, escolas, hospitais e moradias, tanto  para os operários quanto para a nova burguesia.
Na escultura, os realistas não se preocupavam com a idealização da realidade e seus temas eram contemporâneos assumindo, muitas vezes, intenções políticas. Dentre os escultores realistas o que mais se destaca é Auguste Rodin.
A pintura do estilo realista do século XIX caracteriza-se pelo princípio de que o artista deve representar a realidade com a mesma objetividade com que um cientista estuda um fenômeno da natureza. Ao artista não cabe “melhorar” a natureza, pois a beleza esta na realidade tal como ela é. A função do artista, para os realistas, é revelar os aspectos mais característicos e expressivos da natureza. Por tudo isso, a pintura realista, assim como a escultura, teve como consequência sua politização. Surge, então, a chamada “pintura social”, denunciando as injustiças e as imensas desigualdades entre a classe operária e a burguesia. Dentre os principais representantes da pintura realista podemos citar Courbet e Manet.    



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