No século XX, a arte se desvinculou dos interesses não artísticos. A arte, hoje, é propiciadora de experiências estéticas por seus valores próprios. Ou seja, a arte independe de conhecimentos fora de si mesma.
Devemos lembrar que cada sociedade estabelece uma relação específica com a arte. Em cada época e cada território do mundo a arte exerce funções diferentes.
Em se tratando do Ocidente, a arte apresenta três funções principais.
Função utilitária: ocorre quando a arte serve para alcançar um fim não artístico. Na Idade Média, por exemplo, a arte era usada para ensinar os preceitos da Igreja Católica e para contar histórias bíblicas, pois a maior parte do povo era analfabeta. Naquele contexto, desenhos, pinturas e esculturas serviam para doutrinação das pessoas.
Função naturalista: nessa função, a obra de arte reflete a natureza realisticamente, ou seja, retrata objetos seres e paisagens. No século V a.c., essa função já era exercida na Grécia. Essa tendência caracterizou a arte ocidental até o surgimento da fotografia, no século XIX. A partir de então, a função da arte foi repensada e houve uma ruptura do naturalismo.
Função formalista: preocupa-se com a forma de apresentação da arte, valorizando a experiência estética. Ou seja, é a análise da obra de arte pela sua forma, seu conteúdo, sua temática, seu contexto histórico, sua técnica, enfim, todos os elementos para a compreensão da obra em si.
Hoje, sabe-se que a arte é fundamental para o pleno desenvolvimento humano. A imaginação é aprimorada tanto pelo fazer artístico, quanto pela fruição artística.
Sabemos que todo o conhecimento, todas as criações e descobertas feitas pelo ser humano são concebidas, primeiramente, na imaginação. É na imaginação que surgem as ideias de como fabricar os mais diversos utensílios, as teorias, as suposições, etc. Sem imaginação não há criação. Ao possibilitar o aprimoramento da imaginação, a arte colabora com o que há de mais humano na Terra: o senso criador, a criatividade; além de melhorar a sensibilidade e o senso estético.
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